Crítica do Filme “Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049, 2017)”

Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049, 2017) é um filme dirigido pelo diretor Denis Villeneuve com os atores Ryan Gosling, Harrison Ford e Robin Wright.  Sua história se passa 30 anos depois do primeiro filme acompanhando uma missão de K, um novo “caçador de androides” que trabalha para a polícia de Los Angeles.

Após uma descoberta com potencial impacto para a sociedade, K é envolvido em uma trama que o faz procurar por um antigo e desaparecido Blade Runner, Rick Deckard.

 




Eu adoro Blade Runner! Toda vez que existe o questionamento “qual é o seu melhor filme?”, eu sempre penso em Blade Runner. Por vários motivos: eu gosto muito do tema, tenho uma memória afetiva por ver com meu pai e ainda muito novo, por sua qualidade e pelo seu ator principal, Harrison Ford, de quem sou muito fã.

Por esse motivo é difícil dizer o que vou escrever: eu não gostei de Blade Runner 2049.

Apesar de ter gostado muito do ritmo, da ambientação, da trilha sonora e das atuações, o modo de como a trama do filme foi construída não me conquistou. O filme começa muito bom, construindo e nos levando novamente para o mundo criado pelo Ridley Scott, mas acaba se tornando tão complexo e com tantas pontas criadas e soltas, que incomodou bastante.

Ficou parecendo que toda uma mitologia, com replicantes rebeldes, comercio de crianças e uma nova empresa dominante do mundo, apenas para dar respostas rápidas para a história central, sem a preocupação de continuá-las na narrativa. Eu não acho que toda pergunta ou personagens precisam ter resposta ou conclusão, mas alguns desses pontos pareceram realmente gratuitos.

Claro que o uso de alguns clichês foram bem ruim, como a vilã matar imediatamente e de maneira certeira no filme todo, mas em duas oportunidades deixar o personagem principal pra morrer e se recuperar foram exagerados. Porém foram 3 pontos que realmente contribuíram para eu não gostar do filme:

  1. A inserção exagerada de merchandising, não estou dizendo os letreiros e hologramas, esses fazem todo o sentido no mundo criado, mas a cena em que o Harrison Ford pega uma garrafa de Black Label, vira o rótulo para a tela e pergunta “se queremos um whisky”… passou o limite:
  2. O uso de flashback, num momento crucial da história, onde somos revelados a uma informação importante, no lugar de deixar o expectador pensar e procurar a resposta, uma cena que havíamos visto a poucos minutos é repetida, jogando a solução na nossa cara; e
  3. O Harrison Ford.

Não sei se o ator se tornou tão grande que é impossível desassociar sua persona de seus personagens, mas foi impossível assistir o filme e não pensar “Olha o Indiana Jones que já foi o Han Solo numa tentativa de atuar como Rick Deckard”. Claro que é uma sensação minha, mas não consegui fugir desse pensamento.

Se o Blade Runner original teve inicialmente uma recepção ruim para depois ser “redescoberto”, eu realmente acredito que o Blade Runner 2049 terá um caminho oposto.

 

Crítica Filme Blade Runner 2049 - Poster

 

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Edson Amorina Jr

Nasci em Osasco/Brasil e me formei em Ciência da Computação pela UNICAMP. Sempre fui um amante de cinema e quadrinhos, hoje eu moro em Ettlingen na Alemanha e divido meu tempo entre cuidar de minha filha, esposa e viagens com família.

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